Posts de Setembro, 2006|Página de posts mensais
¿Qué se necesita para cambiar una biblioteca?
Por Mempo Giardinelli
He visitado muchas bibliotecas en mi vida, en varios países, y sin dudas las para mí inolvidables han sido las más lindas que he visto. Este concepto elemental de belleza, con todo lo simple que parece, es central a la hora de considerar los cambios que necesitaríamos aplicar en muchas bibliotecas argentinas, y casi diría en todo el sistema.

Una biblioteca oscura o en la que hay poca luz, en la que no te dejan sentarte cómodamente en un sillón ni tomar un café o una gaseosa, te prohíben comer y no tiene ventanas que den a un lindo jardín, que además tiene los libros siempre lejos y no te permiten tocarlos, y que encima tiene horarios incómodos (o sea que cierra a la siesta y no está abierta los fines de semana) es –¡obviamente!– una biblioteca a la que nadie quiere ir.
Este tipo de biblioteca expulsa a los lectores. En lugar de atraerlos, los echa. En vez de invitarlos, los espanta.
Queda claro, entonces: el primer cambio que hay que hacer en las bibliotecas es estético y horario. Las bibliotecas modernas en todo el mundo, al revés de las argentinas, están abiertas los sábados y domingos. Ponen sillones cada vez más cómodos para leer, e incluso echarse una siestita con los libros en brazos. Tienen cafeterías o máquinas expendedoras, u muchos estantes abiertos, mesas de revistas o canastos para que quien quiera meta mano y saque y lea lo que se le dé la gana. También los sistemas de préstamo han variado: hoy se ofrecen credenciales que acreditan ser miembro y permiten llevar libros a la casa por más tiempo y con menos trámites.
Hay algo que seguro no son esas bibliotecas: almacenes o bodegas oscuras llenas de libros que nadie lee. Que es lo que distorsiona el sentido mismo de una biblioteca, cuya misión es servir a la comunidad. De manera que si un acervo no se consulta y no tiene lectores, quiere decir que ese servicio no se está cumpliendo.
El fenómeno, sin dudas, está asociado al marketing editorial y librero. Y es que si algo cambió revolucionariamente en el mundo del libro fue la comercialización. Mientras la literatura y la paraliteratura mutaban lentamente e iban por las arduas escaleras de la escritura, las estrategias de venta de libros se dispararon por el ascensor. Basta ver las librerías actuales, que se han convertido en centros de peregrinación popular tan concurridos y económicamente poderosos como cualquier centro comercial. Y es por eso mismo que hoy hay librerías en todos los centros comerciales. “La librería –dice Trelease– se ha convertido en uno de los últimos lugares públicos donde la gente se siente tranquila y enriquecida mentalmente y en donde curiosear gratis, sin intención de comprar, es bien visto.” ¿Que hay mucho robo, como denuncian y se quejan no pocos libreros? Bueno, ahí están los controles magnéticos, que también van llegando a algunas bibliotecas y resuelven el problema. Tienen un costo, desde luego, pero es un costo de inversión, no un gasto, y a la larga es redituable.
¿Y cuáles son los mejores momentos para esas peregrinaciones? ¿Cuáles los días de mayor asistencia de público? Obviamente los fines de semana y los feriados. Existen montones de estudios de mercado que indican que las ventas en librerías crecen justamente en esos días.
Bueno, ésos son los días en que casi todas las bibliotecas están cerradas. Clausuradas absurdamente, negadas a la sociedad que tanto las necesita. Vedadas para miles de chicos y chicas que “se aburren”, que se revientan la cabeza viendo telebasura o jugando en redes muchas veces violentas, inmovilizantes y embrutecedoras.
No tiene ningún sentido seguir pensando que el problema es la tecnología o la “modernidad” que supuestamente alborota a los chicos y les “hace la cabeza”, como suele escucharse a padres y docentes. De ninguna manera son los medios electrónicos lo que amenaza a las bibliotecas y “puede llegar a reemplazarlas”, como ya sostienen algunos. Eso no es cierto, es altamente improbable si sabemos cambiar. Porque hay que cambiar, ésa es la cuestión.
(Fragmento de Volver a leer, que Edhasa distribuye por estos días.)
Fonte: Diario Página 12
Puxando conversas com a África: sociedade e literatura na Angola contemporânea
Palestra do escritor João Melo
Terça-feira, 3 de Outubro, 10h, no Labimagem do Instituto de Letras da UFBA
Promoção: Programa de Pós-Graduação em Letras e Lingüística
* * *
Anibal João da Silva Melo é o nome completo de João Melo, nascido em Luanda, a 5 de Setembro de 1955. Trabalhou como jornalista na Rádio Nacional de Angola, dirigiu vários meios de comunicação estatais como a Agência Angola Press-ANGOP e o Jornal de Angola, e privado, O Correio da Semana.
É membro fundador da União dos Escritores Angolanos, foi seu Secretário-geral e presidente da Comissão Directiva. Atualmente dirige uma agência de comunicação privada, a Movimento, e é deputado pelo MPLA à Assembleia Nacional.
Foi menção honrosa do Prémio Sonangol de Literatura em 1996. As suas obras publicadas são: Definição (1985), Fabulema (1986), Poemas Angolanos (1989), Tanto Amor (1989), Canção do Nosso Tempo (1991), Jornalismo e Política (1991), O Caçador de Nuvens (1993), Limites & Redundâncias (1997) Imitação de Sartre & Simone de Beauvoir (1998), Filhos da Pátria (2001), The serial killer e outros contos risíveis ou talvez não (2004).
Sobre Imitação de Sartre & Simone de Beauvoir, escreveu a crítica Inocência Mata: “este livro, surpreende pelo estilo inusitado e pela temática questionante da condição feminina, questionamento marcado por uma modalidade existencialista, numa altura em que a literatura angolana parece actualizar uma revisão – um (re)pensamento – sobre o mundo e o país, o Homem e o Ser angolano, segundo uma postura ideológico-filosófica – e é nisso que a contaminação sartriana me parece mais evidente (…)”.
[texto adaptado de www.uea-angola.org]
Manifesto de Espanhol
Caros colegas,
não sei se têm acompanhado as discussões a respeito do curso que a Secretaria de
Educação do Estado de São Paulo está divulgando para formar professores de
espanhol para a rede pública. Professores de diferentes universidades públicas
e privadas, alunos e até mesmo pesquisadores e professores de instituições do
exterior estão assinando o manifesto abaixo contra o projeto OYE, que é fruto
de uma parceria entre o governo do estado, o Banco Santander e o Instituto
Cervantes.
Esse projeto descaracteriza o papel dos cursos de Licenciatura de Espanhol das
universidades públicas e privadas e, conseqüentemente, o nosso papel como
pesquisadores e formadores de professores.
Repasso a vocês o texto e peço a aqueles que estiverem de acordo, que o assinem
e o dirijam a outros colegas da área de Letras.
Obrigada,
Mônica Mayrink
Cara(o) colega hispanista:
Segue abaixo um manifesto em defesa da qualidade na implantação do Espanhol na
rede pública do Estado de São Paulo. Se você quiser assiná-lo, envie uma
mensagem com seus dados (nome completo, RG, instituição a que está vinculado e
situação acadêmica) para manifestoespanhol@uol.com.br
Peço que repasse também este recado a todos os hispanistas (professores de
Espanhol de qualquer modalidade ou nível) de sua lista para que eles também
possam aderir e repassar o recado a outros.
Peço desculpas se, com isto, você recebe mais de uma vez este recado, já que
seremos muitos os que o enviaremos aos nossos conhecidos e amigos hispanistas.
Mas trata-se de uma luta em defesa da qualidade da escola pública paulista e
brasileira.
Manifesto pela qualidade na implantação do ensino do espanhol na Rede Pública do
Estado de São Paulo
A SEESP (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo), em parceria com o Banco
Santander/Portal Universia e com o Instituto Cervantes, está implantando um
projeto conjunto para capacitar professores vinculados à rede estadual de
ensino para ministrarem aulas de espanhol, independentemente de sua área de
atuação, desde que possuam uma licenciatura, qualquer que ela seja. Tal
projeto, denominado OYE, ESPANHOL PARA PROFESSORES, supõe a realização de um
curso inteiramente à distância, com uma carga horária total de 600 horas, que
inclui a “aprendizagem” da língua estrangeira, sem maior reflexão, e tópicos
relacionados à metodologia.
O projeto, idealizado para “capacitar” 45000 “professores de espanhol” em dois
anos, teria início já em outubro deste ano e atingiria, nesta primeira fase,
2.000 professores da rede. As justificativas para sua implantação relacionam-se
às necessidades criadas pela lei nº 11.161, que dispõe sobre a obrigatoriedade
da oferta do espanhol nas escolas de Ensino Médio e, eventualmente, no Ensino
Fundamental, de 5ª a 8ª séries.
Segundo se lê no portal da SEESP (http://www.educacao.sp.gov.br/base.asp[1]),
assim como em versões anteriores do projeto às quais tivemos acesso por via
eletrônica e por cópia em papel, essa especialização seria “certificada” por
instituições de ensino superior, às quais caberia apenas a função de
intermediar o processo mediante a indicação de tutores e monitores. Com esse
projeto, o estado delega a duas instituições estrangeiras (um banco e um órgão
governamental espanhol de difusão da língua espanhola) a função estratégica de
formar professores para atuarem no Ensino Médio, o qual, segundo os Parâmetros
Curriculares do Ensino Médio, tem um papel fundamental na constituição da
cidadania dos estudantes que o cursam.
Ao mesmo tempo, o projeto desconsidera a experiência, a competência e toda a
pesquisa desenvolvida nas universidades públicas brasileiras, financiadas pelos
cofres públicos, e não leva em consideração o fato de haver, no Estado de São
Paulo, inúmeras instituições de ensino superior, tanto públicas quanto
privadas, que formam professores de espanhol atendendo às exigências legais
determinadas pelo MEC para esse fim. Vale lembrar que hoje, no Brasil, um curso
de licenciatura deve ser composto por um mínimo de 2800 horas, das quais somente
20% podem ser oferecidas na modalidade semipresencial. Além dessa exigência
quantitativa, também há uma série de outras exigências que as instituições de
ensino devem atender para formar professores, como por exemplo: a titulação do
corpo docente, a produção acadêmica de professores e estudantes, a disposição
de acervo específico em suas bibliotecas, etc.
Esta atitude “apressada” – que atende a um argumento de urgência que não se
sustenta completamente e que não pode se sobrepor ao de qualidade – levada a
cabo pela SEESP contribui, ainda, para a criação de duas categorias de
professores: a dos formados de acordo com as exigências legais, em cursos de
2800 horas, avaliadas constantemente pelo Poder Público, e a dos formados à
distância, num curso de 600 horas on-line, operado por um Banco, representado
pelo seu portal na Internet, e um Instituto de Idiomas. A escola pública ficará
necessariamente com estes últimos. Aos seriamente formados, em grande parte
graças ao dinheiro público, que ainda não atuam na rede estadual restará
trabalhar na escola privada, em detrimento da pública.
Pelos motivos expostos anteriormente, nós, professores de espanhol, de
diferentes níveis e modalidades de ensino, vinculados a instituições públicas
ou privadas, manifestamos nosso total desacordo em relação ao referido projeto,
que afetaria sobremaneira a qualidade do ensino das escolas públicas. Por isso,
exigimos do poder público que:
suspenda imediatamente o início desse curso;
atenda às exigências legais para a formação de professores de espanhol;
abra concurso para contratação de professores de espanhol para a rede oficial de
ensino do Estado de São Paulo;
abra concursos para professores de espanhol nas Universidades Públicas, a fim de
ampliar o número de vagas nas instituições que já formam professores de
espanhol;
sejam implantados novos cursos de formação de professores de espanhol nas
Universidades públicas que não oferecem essa habilitação;
sejam convocadas as entidades e profissionais competentes para essa missão, a
fim de elaborarem um projeto de formação de professores de espanhol que esteja
de acordo com os parâmetros de qualidade necessários e que atenda as exigências
legais estabelecidas para a formação de professores para a rede pública e
particular de ensino.
[1] Consulta feita em 23/09/2006.
IX Seminário de Lingüística Aplicada e VI Seminário de Tradução
Informamos que o IX Seminário de Lingüística Aplicada e VI Seminário de Tradução acontecerá no período de 07 a 10 de dezembro de 2006, na Universidade Federal da Bahia.
Maiores informações podem ser obtidas pelo site: www.semilinguaplic.ufba.br .
Jadirlete Andrade
Comissão de Divulgação
Homenagem ao Prof. Dr. Ruy Espinheira Filho
O Instituto de Letras e o Departamento de Letras Vernáculas da Universidade Federal da Bahia têm a honra de convidá-lo a participar, no dia 29 de setembro de 2006, às 16:00h, no LABIMAGEM (ILUFBA), da homenagem ao PROF. DR. RUY ALBERTO ESPINHEIRA FILHO, premiado, em agosto de 2006, pela Academia Brasileira de Letras, como o melhor autor de poesia do ano de 2005.
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